terça-feira, 17 de maio de 2016

Sensualidade para quê?

Se você ama romances históricos, como eu, sabe muito bem que, em sua grande maioria, esse gênero literário vem sempre recheado de muita sensualidade, uns mais outros menos.

Mas saibam meus caros que a ausência deste elemento não necessariamente impede o sucesso da obra. E para corroborar o que estou dizendo, lhes apresento "A Indomável Sofia", da escritora Georgette Heyer.

Como não amar esse livro, que traz uma mocinha em sua melhor versão: inteligente, decidida e "dona de seu nariz"?

Sofia foi criada por seu pai, Sir Horace, de uma forma muito liberal. Viajou a vida toda, por diversos lugares do mundo, aprendeu a atirar e a conduzir um cavalo como nenhuma outra dama e sempre soube se cuidar sem ajuda de ninguém.

Em virtude de uma viagem ao Brasil, Sir Horace decide que é melhor deixar a filha aos cuidados da irmã cuja administração da casa está relegada aos cuidados de seu filho mais velho Charles. Este assumiu tal incumbência pois herdou dinheiro suficiente para saldar as dívidas de jogo de seu pai, o que deixou a família em situação mais "apertada" e necessitando de alguém que conduzisse suas finanças com mãos firmes.

Sofia, com sua personalidade ímpar, passa então a viver com a família de sua tia e com todos os problemas que encontra na casa. Mas quem melhor para ajudá-los senão Sofia, que adora uma estratagema e que, sem más intenções, se mete na vida de todo mundo?

Charles, com uma noiva de arrepiar os cabelos de tão detestável que é. Um irmão encrencado numa situação que envolve dinheiro. Uma irmã prometida a um cavalheiro, mas apaixonada por um poeta pobretão. E para melhorar o clima, Sofia resolve dar de presente às crianças nada mais, nada menos, que um mico!! Já deu para ver que a moça é de abalar, não é mesmo?

Nota pessoal:

Eu amei a história. Todas as tramas e personagens que conhecemos são únicos e encantadores. São muitas personalidades distintas, cada qual com seu encantamento.

A autora consegue cativar com o enredo e, como mencionei de início, apesar de não haver praticamente romance algum, foi quase impossível para mim largar esse livro sem antes descobrir que fim todos iam levar.

Recomendo muitíssimo essa leitura! Você não irá se arrepender. 

Até a próxima.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Romances históricos recomendados.

Oi pessoal, como estão?

Resolvi fazer uma postagem sobre um gênero literário que eu adoro: os romances históricos. Não é segredo para ninguém que esse tipo de leitura conquistou o País e está com a bola da vez. Algumas editoras, como a Arqueiro, estão investindo pesado nessa nova onda e o blog Eu Amo Livros Novos não poderia ficar fora dessa, não é mesmo?

Andei explorando bastante o gênero desde o ano passado e tenho algumas indicações para quem quer começar a se aventurar por esse tipo de literatura e, é claro, para os amantes convictos do tema. Mas, antes de tudo, gostaria de dividir com vocês o que eu gosto em relação à esse tipo de livro.

Os romances históricos são sim um grande clichê, assim como a maioria dos chic lits, que são aqueles livros que nos fazem suspirar com belos mocinhos e rir muito com uma trama bem humorada. Mas nada disso importa, porque apesar de já termos certeza do final da história é impossível sair da cadeira sem antes passar os olhos pelas últimas páginas de um livro desse gênero.

O legal do romance histórico é que nós, diferente das mocinhas dessas obras, temos e compartilhamos a malícia e, porque não, a desenvoltura dos mocinhos, que na maioria das vezes são libertinos convictos e alheios aos sentimentos românticos. Em contrapartida, nós, diferente dos mocinhos, compartilhamos com as mulheres o desejo de um grande amor e a surpresa ao encontrá-lo na pessoa mais improvável possível. Com essa mistura de desejo proibido e sentimentos desconhecidos, eis que surge um gênero literário com um tempero diferente para apreciar: a inocência de uma donzela, que geralmente vem acompanhada de um gênio difícil.

Dadas algumas explicações vamos às recomendações, que é o que de fato importa não é mesmo?

1. Os Bridgertons, Julia Quinn (Editora Arqueiro):

 


Se você não conhece essa série incrível, pare agora mesmo o que está fazendo e vá logo atrás desses livros gente!!! Eu simplesmente amo essa autora, não só pela ótima escrita como pela trama bem elaborada.

A série, composta por oito livros, conta a história dos irmãos Bridgertons, e a cada volume podemos conhecer um deles. O mais legal de tudo é que o envolvimento deles com cada membro da família é muito forte, sendo que no fim você acaba desenvolvendo um carinho muito grande pelos personagens. Além do mais, a mãe deles, Violet, é impagável. Seu grande objetivo na vida é ver todos os filhos casados e ela simplesmente não descansará enquanto isso não acontecer. Já imagina o que essa mulher pode tramar?

2. Spindle Cove, Tessa Dare (Editora Gutenberg):

Gente, essa série também é tudo de bom. Conta a história de mulheres que moram num lugar chamado Spindle Cove, famoso por receber solteironas e mulheres deslocadas na sociedade, seja por um problema físico, seja pelo comportamento inadequado que as levaram a chegar lá.

Até agora já são três livros lançados e um quarto, chamado A Bela e O Ferreiro, está para chegar por aí. Eu devorei esses livros em menos de uma semana e recomendo muito. As mulheres retratadas são muito "fortes", com ideais bem definidos e seguras de si, apesar dos pesares, e deixam os mocinhos no chinelo. É adorável!!!

3. Os Números do Amor, Sarah Maclean (Editora Arqueiro):

Essa é mais uma boa promessa de série lançada pela Arqueiro. Eu adorei o primeiro volume! Pelo que sei é uma trilogia. Sei que a editora já havia lançado outra série da autora, do mesmo gênero, mas minha primeira experiência com ela foi com esse livro.

Imaginem um solteirona convicta, uma lista de coisas que gostaria de fazer (muito infame) e um libertino que pode ajudá-la em alguns quesitos. Não tem como dar certo, né? 

É uma história muito boa, que rende muitas risadas com situações embaraçosas. Estou ansiosa pelo próximo volume!!



Bem, essas foram algumas poucas recomendações sobre o gênero. Se você adora esse tipo de leitura e tem alguma indicação a fazer é só deixar nos comentários, ok? Até a próxima!!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Apocalipse ou lavagem cerebral bem orquestrada?

Meus amigos, certamente não estou errada ao afirmar que o apocalipse não é para qualquer um. Isso mesmo! Nem todos sairão inteiros desta experiência, mas digo inteiros de corpo e alma.

A história de "Vivian Contra o Apocalipse", da autora Katie Coyle, nos traz a América do Norte como ponto central de um poder de alienação em massa: a Igreja Americana.

Seu mentor, Beaton Frick, espalhou ao longo dos anos sua filosofia que, de acordo com ele, foi-lhe ensinada em encontros com Deus. Um Deus que, por sinal, ama o capitalismo e repudia grandes pecados, assim como foi na Idade Média.

É com essa ideia um tanto quanto bizarra que Frick arrebanha milhões de seguidores pelo mundo, impulsionando a presença da Igreja na comunidade, a exemplo de sua própria Bíblia, produtos com o selo dos "Crentes" e afins. 

Para reforçar a veracidade de suas palavras Frick profetiza o chamado Arrebatamento, em que apenas os Crentes serão levados ao Reino dos Céus, e o famigerado Apocalipse, em que aqueles que não adotarem a doutrina da Igreja serão castigados no fogo do inferno.

A protagonista Vivian não consegue acreditar em tanta "bobagem", não entende porque tantas pessoas se deixam levar pela história de Frick. Apesar do caos que se instala no mundo, como guerras, grandes explosões e tudo o que um projeto de apocalipse possa nos apresentar, Viv se vê cercada de pessoas que para ela só podem ter "perdido a cabeça".

Mas tudo muda de figura quando em um certo dia ela acorda e não encontra seus pais. Há apenas dois buracos no teto do quarto deles, sua ausência e o peso da palavra "Arrebatamento" martelando em sua cabeça.

É aí que a história de grandes encontros e desencontros começa. Será que Vivian conseguirá ter as respostas de que precisa? Será que terá a coragem necessária para desbravar a América e entender o que aconteceu? Como não costumo dar spoiler você terá que descobrir por si só.

Nota pessoal:
O livro tem uma história intrigante, mas não foi o suficiente para ME convencer. Provavelmente muitas coisas serão respondidas e conectadas no segundo volume e, portanto, precisarei desta leitura para me posicionar melhor acerca desta narrativa.

Acho que, apesar do que mencionei, é possível sentir-se envolvida com a personagem principal e entender seus medos. Vivian é muito carismática e fácil de se gostar, tornando sua torcida muita grande. Em que pese a leitura juvenil, "Vivian Contra o Apocalipse" traz muitas discussões sobre posicionamento pessoal. 

Em que lugar nessa loucura toda você se encaixaria? Eis a pergunta de Viv também.

Até a próxima.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Essa não é uma história de amor.

Se você imaginou uma grande história de amor para este livro prepare-se para "tirar seu cavalinho da chuva", mas apenas ao que diz respeito ao amor entre duas pessoas, pois estamos mesmo é falando de amor próprio.

Em "Apenas um Dia", da queridinha autora Gayle Forman, conhecemos uma protagonista repleta de angústias e reclusa em relação às suas próprias emoções.

Allyson sempre foi uma garota "certinha". Desde que se entende por gente seguiu à risca os planos de seus pais para o tão sonhado futuro promissor em uma faculdade de medicina. Sua mãe se encarregou de todos os seus horários, de toda a sua rotina de estudos e qualquer outro assunto relacionado à sua vida.

Como presente pela conclusão do ensino médio, eles a enviam, junto com sua melhor amiga Melanie, para um tour pela Europa. A empolgação das meninas estava a mil, mas para Ally bastou apenas o início dessa tão almejada viagem para que notasse que as coisas em sua vida não tinham o brilho que seus pais acreditam existir. Nem mesmo sua melhor amiga parece se encaixar da mesma forma como antes.

Quando as meninas resolvem assistir a uma peça de Shakespeare, no meio da rua, o mundo de Allyson vira de ponta cabeça. Ela se depara com um estranho na trupe de artista e fica fascinada. E quem diria que esse mesmo estranho faria a ela um convite inusitado: um dia juntos em Paris.

Daqui para a frente a descoberta da história é por sua conta. Mas já aviso que você vai ser arrebatado de alguma maneira. 


Nota pessoal:
"Apenas um Dia" possui uma delicadeza muito grande quando toca no assunto realizações pessoais. Muitas pessoas passam por momentos de angústia e frustração neste período de descoberta de si mesmo, algo que nem de longe é fácil. 

Protagonizar sua vida em paralelo com as expectativas do mundo em relação a nós mesmos não é algo simples de ser encarado, ainda mais quando tudo o que você acreditava ser certo cai por terra e te deixa sem rumo. A redescoberta de propósitos é um caminho muitas vezes longo de ser perseguido.

Mas não desanime. Quem sabe este livro não possa te ajudar a abrir sua cabeça para novas experiências?

Um grande abraço e até a próxima.